Intercâmbio: tendência Terceira idade descobriu que é possível vivenciar experiências antes comus aos jovens

Texto Amanda Reynolds

Amanda Longo

Amanda Longo

Leila Argolo, 59 anos, e o marido Paulo César Argolo, 57, descobriram que nunca é tarde para realizar sonhos. Depois de formados, de ter criado os filhos eles decidiram vivenciar uma nova experiência. Em junho deste ano, o casal foi para o Canadá fazer um intercâmbio cultural e um curso de inglês. “Nós viramos estudantes novamente, ficamos em casa de família, andamos de ônibus e metrô para ir para a escola, foi uma experiência inesquecível”, afirma Leila Argolo. A dona de casa e o marido, que é médico, estão dentro de um novo comportamento que desponta no Brasil. O público da terceira idade está vivenciando experiências antes comuns apenas aos jovens. É o caso dos intercâmbios que estão ganhando cada vez mais adeptos, digamos, “experientes”. Segundo a Diretora Expert em Intercâmbio, Ludmila Teles, tem crescido substancialmente o intercâmbio cultural de pessoas acima dos 50 anos. “De uns anos para cá cresceu a procura nessa faixa etária. Cada vez mais as pessoas deixam decisões como casamento e filhos para mais tarde e investem na carreira e na consolidação de uma posição melhor no trabalho, além da vontade de conhecer novos horizontes”. A carreira, o namoro, o casamento e mesmo filhos, não mais impedem a busca pelo desejo de uma experiência no exterior e encontrar histórias de cinquentões que largam tudo, botam a mochila nas costas e correm para realização de seus sonhos, são cada vez mais comuns. É o caso de Kelsen de Athayde, gerente administrativo e financeiro de uma multinacional brasileira. Aos 54 anos, decidiu ir no fim do mês para Vancouver, também no Canadá, onde vai estudar inglês durante dois meses. “Vou aprimorar o inglês e viver algo novo, tanto que escolhi ficar em casa de uma família totalmente desconhecida.”, afirma. Segundo dados do setor, a procura desse tipo de serviço no Brasil pelos cinquentões, aumentou 45% nos últimos anos. Na Experimento Salvador , por exemplo, esse público já representa 8% da cartela de clientes, que buscam além do curso de línguas, outras atividades durante a estadia. “Como eles já tem carreira profissional consolidada, que- rem aproveitar bem a viagem e fazer cursos que agreguem a experiência, como gastronomia, artes, dança”, afirma Ludmila. Os destinos mais procurados são lugares históricos e culturais como Paris, Londres além da Ilha de Malta e mais recentemente cidades dos Estados Unidos e Canadá. A falta de tempo pode ser considerada um dos limitadores para pessoas acima de 50 anos realizarem o intercâmbio. Aí entram os programas de tempo mais curto. “Às vezes o indivíduo tem posição consolidada dentro da empresa em que trabalha, está num bom momento na carreira e não quer abrir mão. Porém, existe a opção do intercâmbio cultural de férias, quatro semanas ou até menos, que não prejudica em nada a carreira profissional, só acrescenta”, Ludmila. A busca por melhorar o inglês e seprofissionalizar vai crescendo cada vez mais e os destinos mais procurados são Canadá, Estados Unidos e Reino Unido. Os motivos que levam os estudantes para fora do país são aprender outra língua, fazer um ensino médio e um curso de férias. O supervisor de engenharia Maurício Ribeiro se prepara para fazer um intercâmbio de dois meses e meio em Los Angeles, nos Estados Unidos. Para melhorar o inglês, ele vai investir R$ 15 mil, incluindo o curso intensivo e hospedagem em uma casa de família. Profissionais em busca de novos horizontes no mercado, representam hoje 30% dos brasileiros que embarcam para estudar línguas em outro país. É um público maduro, diferenciado, que tem procurado cada vez se aperfeiçoar lá fora. Na Central de Intercâmbio (CI), rede especializada neste tipo de viagem, o número de clientes com esse perfil cresceu 25% nos últimos quatro anos. Os destinos preferidos deles são Toronto, no Canadá, onde um curso de línguas de um mês com acomodação em casa de família custa, em média, R$ 5.400; Londres, que custa quase R$ 8 mil; e Nova York, com custo de R$ 8.550. “Esse passageiro acaba dentro da empresa sendo um profissional destemido e eu acredito que hoje é o que a empresa precisa, de um profissional que não tenha medo de enfrentar a concorrência, que esteja pronto para enfrentar um mercado de trabalho competitivo”, diz Vivian Neder, gestora da CI. A procura por cursos de graduação, cursos profissionalizantes e mestrado em outros países também tem crescido bastante. No Reino Unido, por exem- plo, estudantes e profissionais vão em busca das boas universidades. Eles aliam o conhecimento acadêmico com o aprendizado do inglês britânico. Para obter mais informações sobre os programas de intercâmbio, acesse http://www.ci.com.br/
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