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Nacionalista fã dos Estados Unidos. Modernista que odiou a Semana de Arte Moderna. Empresário sagaz que fundou a indústria editorial no país e morreu com fama de comunista. Adepto inicial de teorias racistas, que depois embarcou numa cruzada para salvar o homem do campo. Autor de livros infantis que amava viver em guerra com os adultos. Esse foi Monteiro Lobato – um brasileiro que podia estar errado, mas não podia ser ignorado. Entre seus personagens mais famosos estão a boneca Emília, o Visconde de Sabugosa, Jeca Tatu, entre outros. Todos estes muito críticos, mas que permaneceram no imaginário brasileiro.

Nenhum brasileiro poderia ser mais polêmico. Getúlio Vargas foi um ditador – e um presidente democrático – que dividiu o país. É possível amar ou detestar seu legado. Mas é impossível negar que ele está em todo lugar. A Consolidação das Leis do Trabalho, a legislação sindical, a Petrobras, a Ordem dos Advogados do Brasil, todas são heranças da Era Vargas. Marcou a história do país com sua famosa frase: “Saio da vida para entrar para a História”. Em período de tensão política e caos nacional, Vargas não pôde resistir. Por toda a repressão nacional e internacional, cometeu suicídio, deixando esta frase como testamento.

Ele reinou por 58 anos, no mais longo período de estabilidade política do país. E isso em si já é uma conquista: quando, em 23 de julho de 1840, foi declarado maior de idade, aos 14 anos, e assumiu o trono, o Brasil enfrentava três revoltas separatistas: a Cabanagem, no Pará, a Balaiada, no Maranhão, e a Farroupilha, no Rio Grande do Sul. Além dos conflitos civis, Pedro também venceria três guerras externas – a do Prata (1851–1852), do Uruguai (1864) e do Paraguai (1864–1870). Em seu governo, Brasil contava com plena liberdade de pensamento e direitos constitucionais e ainda uma fértil evolução industrial.

O primeiro imperador do Brasil fazia o que queria. Em 9 de janeiro de 1822, por causa de suas amizades e do amor ao lugar no qual havia passado a maior parte da vida, decidiu não embarcar para Portugal, onde nasceu e era o primeiro na linha de sucessão. Recusando um trono europeu, preferiu tornar-se o único monarca da América. Aliás, recusou dois tronos: a Grécia, que conquistou a independência do Império Otomano em 1820, havia proposto a Portugal que lhes enviasse o herdeiro para fundar uma nova monarquia. Como simpatizava com o pensamento liberal, incentivou a criação da primeira constituição do Brasil.

À primeira vista, pode parecer uma imensa “zebra” que um homem que nunca governou o país nem deixou uma obra extensa esteja em posição tão alta na lista. Mas os historiadores têm razão. José Bonifácio é o nosso pai da pátria. Ele representa para o Brasil o que Benjamin Franklin é para os Estados Unidos: um filósofo-cientista que conseguiu moldar um novo país às suas ideias. Além de ter antecipado temas importantes para o destino do Brasil, como a abolição, a independência econômica, a organização da Marinha, a preservação da natureza e a redistribuição de terras, foi o brasileiro mais inteligente de seu tempo.

Boêmio, amante das coisas boas da vida e famoso por seu gosto por dançar, Juscelino assumiu a cadeira presidencial no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, em 31 de janeiro de 1956. Já tinha fama de grande modernizador, responsável pela busca do futuro, em detrimento do passado. Sua promessa de campanha era fazer o Brasil avançar 50 anos em 5, e a principal peça desse plano era a nova capital. A ideia vinha desde tempos coloniais, por considerações estratégicas – evitar um ataque naval à capital – e também como forma de levar parte da população para o centro do país, lugar praticamente sem nenhum habitante.

Ilustre desconhecido para o leitor, Joaquim Nabuco é um personagem que precisa de introdução. Nascido em uma geração de talentos brilhantes, a mesma de Machado de Assis e Rui Barbosa, foi o maior pensador brasileiro de seu tempo. Em um país carente do gênero, foi um intelectual e um político de primeira grandeza, que deu uma contribuição relevante para fazer avançar a “civilização brasileira”. A principal herança de Nabuco foi como figura central da campanha abolicionista. “A história da escravidão africana na América é um abismo de degradação e miséria que se não pode sondar”, escreveu.

Poucos personagens destoam mais daquilo que se costuma popularmente associar ao Brasil que o maior autor da literatura nacional. Em pleno Rio de Janeiro tropical, suas histórias revelam obsessões por morte, melancolia e traição. E, ao mesmo tempo, ninguém podia ser mais representativo: nascido de um pintor de paredes mulato e uma lavadeira portuguesa, tornou-se órfão de mãe aos 10 anos de idade. Sem nunca pisar na sala de aula de uma universidade, Machado de Assis teve de inventar a si mesmo. E se inventou, tornando-se o fundador da Academia Brasileira de Letras, existente até os dias de hoje.

A cena se repetiu várias vezes na última década: quando alguém perguntava ao centenário arquiteto sobre sua inspiração, ele se punha a desenhar mulheres. “A forma segue o feminino”, dizia Oscar Niemeyer, que desafiou ao longo de toda a vida a tendência internacional por torres e caixotões. Deixou sua marca com a criação de uma identidade na arquitetura da cidade planejada por Juscelino, Brasília. Desde o palácio do planalto ao prédios dos ministérios, todos foram planejados por Niemeyer. Seu estilo ficou tão famoso que recebeu até nome no exterior: googie, usado na construção de prédios em Las Vegas.

Existe uma razão por que a data de morte Zumbi dos Palmares tornou-se o Dia da Consciência Negra. O Brasil teve vários abolicionistas, alguns deles negros, como José do Patrocínio (1853–1905). Mas todos tinham algumas características em comum: eram, brancos ou negros, respeitáveis senhores nas suas elegantes casacas, parte do sistema sustentado pela escravidão, e defendiam uma reforma, não uma revolução. Patrocínio até mesmo organizou uma “guarda negra”, formada por ex-escravos, para atacar comícios republicanos. Zumbi viveu em guerra contra o sistema que sustentou o Brasil colonial e imperial.

 

As pessoas que fizeram o país em que vivemos hoje

Getúlio Vargas

D. Pedro II

D. Pedro I

José Bonifácio

Juscelino Kubischek

Joaquim Nabuco

Machado Assis

Oscar Niemeyer

Zumbi dos Palmares

Monteiro Lobato

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