FILIPE TOLEDO UM POUCO MAIS SOBRE O MAIS JOVEM ATLETA DA ELITE DO SURFE MUNDIAL

Divulgação

Surge um novo ícone grandioso, talentoso e carismático para a febre do surfe no Brasil e permanecer ainda mais ativa até o fim da temporada. Demos espaço para Mineirinho e muito para Gabriel Medina, contudo, chegou o momento de enaltecer Filipe Toledo, 20 anos – o mais jovem atleta da elite do surfe mundial e com duas etapas do circuito no currículo depois de sua emocionante conquista no Rio de Janeiro, Brasil. Enquanto a fatia mais previsível da mídia especializada o rotulava como apenas um surfista de aéreos, quem entende do assunto sabia que Filipe não seria coadjuvante por bastante tempo.

Venceu com louvor e dignidade, com duasnotas 10 durante toda a etapa no Rio – inclusive uma das notas mais alta foi alcançada na final contra o australiano Bede Durbidge. Na decisão, Filipinho conseguiu também com uma ótima pontuação de 9,87 e finalizou com 19,87.

Com o resultado final, o jovem  chegou  à vice-liderança do ranking mundial, com 25,700 pontos.

Ele está atrás apenas do também brasileiro Adriano de Souza, o Mineirinho, líder com 26,250, formando uma dobradinha muito forte e com rande pontecial do “Brazilian Storm”.

TREINAR E SURFAR ERAM AS ÚNICAS COISAS QUE EU FAZIA.
OUÇA NOSSA PLAYLIST!

Divulgação

Divulgação

Como foi seu início da carreira? Acho que um dos melhores inicios de todos. Meu pai (Ricardo Toledo) era surfista profissional. Ele tinha dois títulos brasileiros na época. Ele me colocou na prancha a primeira vez eu tinha dez meses, um neném. Ele sempre colocava a gente ali na prancha, brincava e ia para a praia comigo; chegava logo cedo e passava o dia. Eu comecei a ir sozinho e ter vontade para a praia com seis anos. Foi tudo na base da minha família e de forma natural. Todos eles me deram o suporte que precisava. Tenho o meu irmão mais velho (Matheus, 24 anos – campeão paulista de 2010) como inspiração. Os aéreos que eu dou hoje é pelo fato de eu ter visto meu irmão mais velho, porque ele foi um dos pioneiros na época dele de começar esse surfe radical e progressivo. Então o início foi pela minha família. Acho que não poderia ter sido melhor. Quando percebeu que seria profissional? Foi com meus quinze anos de idade. Eu ganhei uma etapa do campeonato brasileiro de surfe profissional, com tantos nomes potentes do surfe brasileiro. Eu era o mais novo de todo o campeonato, fui e ganhei . A partir deste momento, me profissionalizei, eu era amador na época. Depois disso, comecei a competir o circuito mundial e aconteceu tudo muito rápido, na verdade. A Brazilian Storm pode fazer história no surfe mundial? Eu sou o mais novo de toda a geração da Brazilian Storm e o Adriano (Mineirinho, 28 anos) é o cara mais antigo que tem. A gente, que está ali dentro, serve de inspiração um para o outro. É bom saber que a gente serve de referência e inspiração para ajudar uma nova moleca a se identificar com o surfe, principalmente para tornar o surfe reconhecido no Brasil. Ao que se deve esse seu início bom de temporada? Esse ano eu comecei com o pé direito. Eu tive dois meses de treinamento muito intenso e pesado, me dediquei totalmente aos treinos. Acordava cedo, treinava cedo, dormia cedo… Treinar e surfar eram as únicas coisas que eu fazia. Acho que o resultado veio já quando eu consegui ganhar a primeira etapa com um desempenho muito bom e que surpreendeu a todos, até a mim mesmo. Depois os outros resultados não foram tão bons, mas a minha cabeça está boa, e o psicológico está bom. Tenho só me motivado para chegar no fim do ano com possibilidade de título e entre os cinco primeiros. O Brasil passsou a ganhar mais respeito em circuito mundial depois do título? O respeito a gente veio ganhando aos poucos e agora é muito grande. Eles estão olhando pra gente com outros olhos e isso está tendo uma grande repercurssão não só no mundo do surfe, mas pelas mídias sociais, marcas reconhecidas e o mais importatante pelos brasileiros. Estamos no mesmo nível dos melhores do mundo. Com mais audácia e respeito que ganhamos podemos ir mais longe. É só não abaixar a cabeça e ir longe.
Faça parte da família IN OUT