CHARLES

BUKOWSKI

Bukowski não era o tipo de cara que você poderia chamar de ambicioso. Ele era, afinal de contas, o homem que construiu uma obra literária a partir de uma vida de ressacas, dinheiro perdido em corridas de cavalo e sexo sem proteção com um exército de mulheres, entre outras péssimas decisões. Ele raramente cortava o cabelo ou a barba e fez trabalhos braçais por décadas.

  O crítico de cinema Roger Ebert o resumiu assim uma vez: “Há um milhão de caras que começam a beber para se tornar grandes escritores e um conseguiu. Agora, mais milhão de outros caras estão, provavelmente, bebendo e tentando entender como Bukowski conseguiu. Ele não é um sobrevivente. Ele é uma aberração estatística”.

  Esse não é o perfil de um alpinista social. Mas Linda me disse que Bukowski era ambicioso. Ela lembra que ele trabalhava em sua escrita quase todas as noites. “Não acho que as pessoas percebam o quanto ele trabalhou nisso”, ela disse. “Ele costumava dizer que era o maior escritor de todos. Ele não tinha escrúpulos na hora de dizer às pessoas quem era o maior escritor; ele.”

 

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